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Guias / Riscos

Risco sísmico no imobiliário português: zonas, regulamentos e o que verificar

O perigo sísmico em Portugal continental é real, mas muito desigual — e, para quem compra, a idade do edifício importa mais do que a zona. A mesma cor "perigo elevado" no mapa significa coisas completamente diferentes para um prédio de alvenaria dos anos 1920 e para uma estrutura de betão de 2015 construída segundo o regulamento moderno.

Onde o perigo é mais alto

A região de Lisboa, o vale inferior do Tejo e o Algarve têm o perigo sísmico mais alto do país — o terramoto de 1755 continua a ser o evento de referência. O Porto e o norte estão em zonas de perigo claramente inferior. É por isso que uma auditoria SirJohn pode classificar uma morada em Lisboa como "muito elevado" e uma morada comparável no Porto como "moderado".

As três eras de construção que importam

  • Antes de 1958 — sem regulamentação sísmica. Alvenaria não reforçada em zona de perigo elevado é a preocupação genuína; uma avaliação estrutural é dinheiro bem gasto.
  • 1958–1983 — primeira geração de regras sísmicas (RSCCS/RSEP). Melhor, mas parcial pelos padrões atuais.
  • Depois de 1983 — o RSA, mais tarde substituído pelo Eurocódigo 8. Um edifício pós-1983 em bom estado foi projetado para a exigência da sua zona; a rubrica sensata é o seguro sísmico, não obras estruturais.

Quanto custa na prática

A cobertura sísmica em Portugal é um complemento opcional da apólice multirriscos. O prémio escala com a zona e o capital seguro — tipicamente algumas centenas de euros por ano para um apartamento médio em zona de perigo elevado, menos nas restantes. As auditorias SirJohn estimam esta rubrica para a morada e preço exatos, e só recomendam avaliação estrutural quando a era do edifício o justifica.

Verifique antes de comprar

Consulte o nível sísmico típico de qualquer freguesia nas páginas de zona, ou audite um anúncio específico — o relatório pesa em conjunto a zona, a era de construção e o custo do seguro.